Piscicultura: uma atividade lucrativa, sustentável, social e saudável

(Artigo publicado no jornal Diário da Manhã, em 29/01/2013)

Itauçu foi cenário de um evento de significativa importância para Goiás: o lançamento do projeto Jovem Empreendedor Aquicultor, que aconteceu no sábado pela manhã na porta da prefeitura. O evento contou com a presença do secretário-executivo do Ministério da Pesca e Aquicultura — brigadeiro Átila Maia, do secretário de Gestão e Planejamento — Giueseppe Vecci, do prefeito da cidade — Moacir Dias Barbosa (Tulim), dos deputados federais Roberto Balestra e Rubens Otoni, de inúmeros prefeitos, vices, vereadores além de outras autoridades. Marcaram presença também centenas de pessoas da cidade e de outras vizinhas interessadas em conhecer o projeto, que faz parte do Plano Safra da Pesca e Aquicultura, do Ministério da Pesca e Aquicultura, que tem R$ 4,1 bilhões para serem investidos na modernização da pesca e no fortalecimento da indústria e do comércio pesqueiro.

Não há por que não sermos otimistas para com a aquicultura no Brasil. Afinal condições favoráveis para a produção aquícola, que envolve criação de peixe (de água doce e salgada), ostra, mexilhão, camarão, caranguejo, siri, jacaré, rã, temos em abundância. Possuímos 8.400 quilômetros de costa marítima e 5,5 milhões de hectares de reservatório de água doce; o que representa cerca de 12% de toda água doce do mundo. Essas vantagens hidrográficas que possuímos devem ser exploradas de modo sustentável, combinando produção lucrativa, preservação ambiental e desenvolvimento social.

Vale mencionar, conforme consta no site do Ministério da Pesca e Aquicultura, que essa modalidade econômica produz aproximadamente 1,25 milhão de toneladas de pescado anualmente, movimenta mais de R$ 5 bilhões, envolve 800 profissionais (aquicultores e pescadores) e proporciona 3,5 milhões de empregos diretos e indiretos.

A piscicultura, dentro das diversas atividades que envolvem a aquicultura mundial, representa a modalidade mais importante. É responsável por 52%. O valor nutricional do peixe é também uma característica valiosa da piscicultura. Além de saboroso, o peixe é um alimento gerador de vários benefícios nutricionais, fornece proteínas importantes em valor biológico.

O Brasil, mesmo com as inúmeras vantagens que possui, ainda não explora a piscicultura de modo mais intenso. O País ainda importa 200 mil toneladas de pescados para suprir seu mercado interno. Entre os estados com destaque no setor estão Minas Gerais, São Paulo, Goiás, Santa Catarina, Paraná, Bahia, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Mato Grosso, por exemplo, superou a média nacional do crescimento no segmento, porque investiu maciçamente na atividade em Sorriso.

No evento de sábado, o prefeito Tulim salientou a importância da piscicultura no município, frisando que o frigorífico de peixe na cidade, o Frigoind (único do Estado), é o maior gerador de ICMS no município. O secretário Átila Maia, por sua vez, se disse otimista com viabilidade do projeto em Goiás. Segundo ele, sua constatação veio do grande interesse demonstrado pelo Estado de Goiás na implantação do projeto e também pelo interesse dos inúmeros prefeitos presentes no evento. O secretário também disse que pesou no seu convencimento do êxito do projeto a quantidade de pessoas de diversos municípios interessadas em saber os procedimentos necessários para a criação de tilápias.

Fotografia ilustrativa: National Geographic.