Diário da Manhã destaca que os senadores Wilder e Ronaldo Caiado são FICHA LIMPA!

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Matéria publicada no jornal Diário da Manhã (19/06/2018)

Dupla ficha limpa impõe padrão nas eleições de outubro

A cada evento que participa, a dupla de senadores Ronaldo Caiado e Wilder Morais (DEM) escuta de populares um elogio difícil de se ouvir nos eventos políticos da atualidade: “Lá vem a dupla ficha limpa!”. 

A frase de impacto muitas vezes bradada em alto e bom som tornou-se slogan para os dois pré-candidatos. A cada encontro, populares se aproximam, tentam agarrá-los, fazem ‘selfies’ e disputam até mesmo autógrafos. Tal comportamento é raríssimo e não acontece com mais ninguém em Goiás, fora os políticos badalados pela atuação profissional, caso dos delegados Waldir e Eduardo Prado ou do comentarista Jorge Kajuru.

Sem processos na Justiça, os dois senadores democratas sabem usar esta característica rara diante daqueles que se enlamearam nas operações policiais e investigações criminais.  Caiado e Wilder, por onde andam, fazem questão de pedir a comparação de currículos com os adversários: “Comparem nossa história de vida, vasculhem na Justiça”.

Em um encontro ocorrido em Padre Bernardo, município da região do Entorno, uma senhora de 78 anos, a costureira dona Maria Amélia, foi até Caiado e cochichou: “Você vai ganhar a eleição. É limpo. Quem concorre com você não tem 1% de moral que você tem”.

Amélia diz que foi no evento realizado à noite para conhecer quem ela viu brilhar desde jovem na campanha de 1989. A costureira se refere aos debates que teria visto: neles, Ronaldo Caiado enquadra Lula, faz um discurso firme e realizava as primeiras denúncias contra o PT – o caso Lubeca.

De lá para cá, Caiado seguiu uma carreira inabalável que tornou-se sólida como pedra frente ao ato de fiscalizar as instituições. Enquanto muitos tornaram-se ricos na política, o pré-candidato ao governo do Democrata tornou-se símbolo de moralidade.  “Jamais decepcionei vocês. Mandato político não é balcão de negócios para as pessoas se enriquecerem não, minha gente. Vamos mudar essa prática”, diz o senador.

Diante das vaias e ações agressivas enfrentadas pelos atuais gestores públicos, Caiado diz que o melhor de tudo é poder andar com a família nas ruas. “Se tem uma coisa que me orgulha com tantos anos na vida pública é poder pegar meus filhos, minha mulher, meus irmãos e andar no Brasil em qualquer lugar. Sou respeitado pelas minha convicções e por nunca ter me envolvido em negociatas. Ou enriquecimento ilícito”, fala.

Conforme o senador Wilder Morais, a população saberá separar, no momento certo, os políticos profissionais das pessoas de bem que desejam ajudar a sociedade através da política. “É preciso ter esperanças para mudar o Brasil. Está na hora deste ciclo se renovar. Por isso peço que todos façam questão de buscar informações sobre seus candidatos”.  

Conhecido como engenheiro civil prodígio, Wilder Morais tornou-se o maior construtor de supermercados do mundo. Sua passagem pela política já é considerada memorável, pois em poucos anos tornou-se o campeão de recursos públicos de Goiás.  Apenas Wilder trouxe R$ 4,5 bilhões – montante equivalente aos recursos que o Governo de Goiás usa da Celg para repassar aos prefeitos.

Nos últimos meses, Wilder passou a ser ovacionado por onde passa. Nas palestras que realiza para falar de sua história de vida, é cobrado: os jovens pedem fotografias, selfies, requerem autógrafos. “Tenho um passado limpo por conta dos princípios que aprendi com meu pai e minha mãe. Também não quero envergonhar meus filhos nem as pessoas que me conheceram na infância. Estou na política, mas não sou político. O cargo não é meu. Represento pessoas, um Estado inteiro”, diz Wilder.

O senador segue uma carreira irrepreensível até aqui. Foi classificado pelo prêmio “Congresso em Foco 2017” como o melhor senador de Goiás. Venceu duas vezes consecutivas o “Prêmio dos Repórteres Políticos” e aprovou medidas importantes no Senado Federal – como uma lei de sua autoria que possibilita que as universidades e pesquisadores do Brasil possam se aliar à iniciativa privada em busca de estudos científicos que deem resultados.

CURRÍCULO

Mas afinal, se Caiado e Wilder se apresentam como ficha limpa, que critério existe para esta definição?  O primeiro controle é realizado pela sociedade civil. Ou seja, através da iniciativa privada que procura revelar o passado de cada pretendente a cargo público.

O Instituto Reclame Aqui, uma das iniciativas mais nobres da sociedade civil brasileira, que visa proteger os consumidores dos abusos do mercado, resolveu a partir do site www.detectordecorruptos.com.br detectar corruptos e suspeitos de corrupção.

O detector expõe investigados, denunciados e, evidente, condenados para todo país. O melhor do Detector de Corruptos é que os políticos são identificados até mesmo por meio da fotografia. Um simples traço e o corrupto será confrontado com arquivos do big data do aplicativo, que promete ser a grande sensação da disputa eleitoral deste ano.

Além do aplicativo que pode ser usado em qualquer celular, existem os filtros de processos nos principais tribunais do país. A reportagem do DM consultou as cortes do Brasil através de seus bancos de dados e não encontrou qualquer ação que coloque sob suspeita o mandato dos dois senadores.

Enquanto os outros políticos – sem nenhuma cerimônia – guardam no bolso o telefone do advogado Antônio Castro, o Kakay (especializado em defender políticos da cadeia ou impedir que sejam presos), os dois senadores do DEM buscam defensores que tentam espontaneamente conter a indústria de fakes que foi instalada para reduzir o prestígio e carisma dos dois. “A própria população e amigos quando encontram as mentiras pela frente já nos defende nas redes sociais”, diz Wilder.

 

Envergadura moral e discurso fortalecem candidatos


Os discursos de Ronaldo Caiado e Wilder Morais são diferentes. Exatamente por conta da personalidade de cada um. “Nós nos completamos”, diz Wilder Morais, que tem um discurso mais de autoajuda, já que é um vencedor cuja história de vida emociona quem conhece os detalhes.

Wilder foca mais no debate da eficiência, do passado limpo e da vocação em fazer o bem.  Por isso faz tanto sucesso quando fala com estudantes, já que encarna aquele que começou sem nada e chegou no topo graças a determinação. “Meu pai era totalmente sem estudo. Mas era um pedagogo nato. Foi o seu Natalino, meu pai, que abriu meus olhos para a necessidade da educação. A regra da vida é: peça a bênção de Deus, faça o que acha importante e o que você realmente ama. E eu amava engenharia. Por isso comecei a procurar uma estratégia para cursar engenharia em Goiânia”, lembra Wilder trecho do discurso que costuma falar para as plateias que encontra.

Ronaldo Caiado, por sua vez, mais experiente na vida pública, acumula uma indignação que transborda. Sua revolta com os problemas enfrentados pela população é evidenciada em cada palavra: “Sou médico há 43 anos, nunca deixei a medicina. Sempre gostei de cuidar das pessoas, sem olhar valores, sem olhar custo, se é rico, pobre…nada. Nunca larguei a medicina. Tenho orgulho em dizer: tenho uma profissão! Sou médico. Por isso posso dizer: já ganhei eleições e perdi. Tenho humildade de poder perder e ganhar. Agora, sou funcionário do povo. Não uso meu mandato para enriquecer ou para achar que a partir dali serei um todo poderoso e que pode pressionar as pessoas.  Sou político para ajudar as pessoas. Vejo esse estado… ele não aguenta mais: é indústria da multa, revisão de carro em Detran, emplacamento, uma das águas mais caras do país (quando tem água!), energia elétrica cara, uma das cargas tributárias mais elevadas. Onde é que está o retorno para a sociedade, minha gente? Desmontaram a nossa nobre polícia do Estado de Goiás. Temos menos policiais militares do que há 20 anos. A insegurança reina! As facções tomam conta do Estado de Goiás! O medo está disseminado. A que ponto estamos deixando chegar o estado?”, fala Caiado, com vibração, o que invariavelmente comove a população.

 

População não quer mais o modelo “rouba, mas faz”

Quem acompanha o processo eleitoral sabe que a grande desilusão política do povo brasileiro tem relação com o passado e presente. Inúmeros investigados, denunciados, processados e condenados na Justiça querem manter sua representatividade quando deveriam, isto sim, estar presos.

Políticos tradicionais constrangem a arena pública com suas tentativas de se manter no poder. E pior: impedem a chegada do novo na política.

O problema é que esta estratégia foi descoberta pela população. Por isso a tendência do eleitorado é não votar em políticos que se perpetuam no poder ou tocadores de obras por um bom motivo: obras são sempre fonte de corrupção, desvio e enriquecimento de políticos.

“Na disputa de outubro, valerá mais um passado limpo e sem maculas do que a tentativa de se construir a imagem de bom gestor. Na Grécia, na política grega, o que mais interessava ao povo era o discurso, a retórica. E neste caso, a regra de ouro era ser absolutamente limpo, justo e virtuoso. A política era a busca da virtude”, diz Roberto de Castro, mestre em filosofia política pela Universidade Federal de Goiás (UFG).

De repente o povo descobriu que a gestão depende menos do gestor e mais da situação da macroeconomia – daí nenhum governador ter conseguido se manter intacto diante da crise brasileira.  Fossem “bons gestores”, eles teriam conseguido fugir das dificuldades. Mas não: com o desequilíbrio, todos caíram.

Como baixar aplicativo que detecta corrupto 

O Reclame Aqui explica que qualquer smartphone pode usar o programa “Detector de corrupto”. As lojas Android – tipo Play Store – e IOS facilitam baixar o app, que é leve e de facílimo manuseio. O site www.detectordecorrupcao.com.br pode também ser usado para baixar o arquivo.

Um dos principais pesquisadores da corrupção no Brasil, o professor Modesto Carvalhosa, recomendou para a população usar o aplicativo e avaliar seu candidato.  Ele diz que está nas mãos do povo a escolha de um Brasil melhor.

Até foto de santinho poderá ser usada para identificar o criminoso (ou suspeito) que deseja se manter na política.  Já existem 850 políticos no banco de dados, mas até o final de agosto a base será expandida para todos cargos – inclusive deputado estadual.