Senador Wilder diz que paralisação de caminhoneiros é reflexo da má gestão de Dilma

Notícia publicada no jornal Gazeta do Estado — 27 de Fevereiro de 2015

paralis

Na greve dos caminhoneiros, que já atinge 11 estados do Brasil e não tem uma pauta definida de reivindicações, há três aspectos que se destacam: alta do preço do diesel, redução do preço do frete e preço dos pedágios. Essa greve, segundo o senador goiano Wilder Morais, “é mais uma prova evidente, entre muitas já demonstradas, de que o governo federal não tem uma gestão planejada, é um governo que age como folha seca arrastada pelo vento, ou seja, não tem um norte em planejamento”.

O parlamentar salienta ainda que essa greve só faz piorar a crise em que vive o país, “pois o transporte rodoviário é a logística de transporte predominante no Brasil, e a greve já está afetando o setor de abastecimento alimentar e, consequentemente, elevando preço de alguns produtos”. Na opinião do senador, o país vive num atraso em logística de transporte. “Era para o Brasil estar com milhares de quilômetros de ferrovias e os trens transportando mercadorias por todo o país”, diz. Exemplificando a falta de gestão do governo federal, Wilder cita que a Ferrovia Norte-Sul, por exemplo, “até hoje não foi definitivamente concluída”.

Wilder, inclusive, alfineta a presidente Dilma Rousseff, afirmando que “ela traiu a confiança dos brasileiros ao segurar o preço dos combustíveis e da energia até a realização da eleição e que, tão logo saiu-se vencedora elevou o preço desses produtos”. O senador não vê um cenário de calmaria no país, ele acha que outras greves serão promovidas pelo Brasil afora. “O governo federal age muito, mas apenas verbalmente; ação que é bom mesmo é algo muito tímido”, observa o parlamentar, arrematando que o governo federal precisa investir maciçamente em logística ferroviária, que é “um modal mais eficiente para transporte de longa de distância e mais barato, o que permite uma maior competitividade”.