Wilder aponta excesso de burocracia na paralisação da obra do aeroporto de Goiânia

Reportagem publicada no jornal Diário da Manhã — 05 de setembro de 2013

Senador Wilder, o diretor de Aeronavegabilidade da Anac, Cláudio Passos Sião; e o presidente do Sindag, comandante Nelson Antônio Paim

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), presidida na sessão de ontem, 4, pelo senador goiano Wilder Morais (DEM) contou, em sua audiência pública, com a presença de convidados ligados à Aviação Civil: o diretor de Aeronavegabilidade da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) – Cláudio Passos Sião, o diretor-geral da Associação Brasileira das Empresas de Aviação Geral (Abag) – coronel-aviador Ricardo Nogueira, e o presidente do Sindicato Nacional das Empresas de Aviação Agrícola (Sindag), comandante Nelson Antônio Paim.

Já a audiência pública da CI de segunda-feira, 2, teve como convidado o ministro da Secretaria de Aviação Civil, Moreira Franco, que participou a convite do titular da Comissão, o senador Fernando Collor (PTB-AL).  O ministro salientou que, “além das melhorias na infraestrutura (do setor aeroportuário) é preciso ampliar a cobertura geográfica para que todos os brasileiros tenham acesso ao serviço.” Ele também citou que “o aeroporto simboliza hoje o que simbolizava um porto antigamente:  crescimento econômico, mobilidade dos passageiros e transporte de cargas.”

O senador Blairo Maggi (PR-MT), o primeiro a formular perguntas aos convidados na sessão de ontem, 5, falou que o Brasil está perdendo na “guerra do papel”. O que em outras palavras ele quis dizer que a burocracia, não só setor de aviação, está emperrando o desenvolvimento do País.

O senador Wilder, que foi secretário de Infraestrutura do Estado de Goiás até meados de julho de 2012 e que muitas vezes esteve na Secretaria de Aviação Civil para cobrar retomada das obras do novo aeroporto de Goiânia,  aproveitou que o assunto burocracia veio à tona, e deu detalhes da situação das obras do novo aeroporto, paralisadas desde 2007. Wilder observou que a burocracia excessiva é muito prejudicial ao Brasil, e que as obras do novo aeroporto de Goiânia foram prejudicadas por isso. Fato que, segundo ele, gera enormes transtornos justamente a quem menos tem a culpa: os passageiros.

O ministro Moreira Franco, inclusive, fez uma observação de muita pertinência com os prejuízos advindos da burocracia. Ele destacou o papel importante da “grande quantidade de órgãos públicos de controle”, mas apontou que, “por excesso de burocracia, falta de capacidade de execução das empresas licitadas (sem capacidade de cumprir o contrato) e problemas de moralidade, as obras atrasam.” Franco também mencionou que “os preços sobem mais com obras paradas do que com licitações equivocadas.”

O ministro também falou do prosseguimento das obras do novo aeroporto de Goiânia, o qual, de acordo com ele, acontece dentro de 15 dias. Também disse que no dia 28 do mês passado a Infraero e o Consórcio Odebrech/Via Engenharia assinaram um aditivo de contrato para retomada da obra, que foi presenciado pelo governador de Goiás, Marconi Perillo.