Wilder diz que não é “político” para rádio

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Senador Wilder Morais fala em entrevista para CBN que será eleito pelo que fez: parlamentar diz que tem milhares de reais em obras para os goianos, principalmente na saúde e moradia.  E avisa: “político vai até em batizado de sapo. Não sou assim”. Reportagem do Diário da Manhã reproduziu trechos da entrevista

Welliton Carlos

O senador Wilder Morais (DEM), em entrevista para o programa “Papo Político”, da rádio CBN Goiânia, disse ontem que não é “político profissional” e não pretende se submeter ao estilo tradicional para vencer as eleições em outubro: “político vai até em batizado de sapo. Não sou assim”.

Pré-candidato à reeleição, Wilder discorreu sobre sua mudança de partido, seu histórico de vida e o desejo em disputar uma vaga ao Senado – neste ano, o eleitor poderá escolher dois nomes nas urnas.

Na entrevista ao apresentador Luís Geraldo e jornalista Fabiana  Pulcineli, o democrata reafirmou que tem trabalhado “muito” nos municípios e que espera ver este resultado efetivamente nas urnas.

Mas se o eleitor pretender outra espécie de político, diz Wilder, ele terá paciência e acatará tranquilamente o resultado, voltando para suas atividades na vida privada.

Considerado um dos maiores construtores de supermercados no mundo, proprietário da Orca Construtora, dentre outros empreendimentos, Wilder diz que não é o senador que mais fez pelos municípios de Goiás. Ele cita vários números e valores.

Para um ouvinte, que sugeriu a Wilder uma vaga na Câmara Federal, ele respondeu: “Só enxergo o Senado. Comecei senador…Não sei o que é muito para ele (ouvinte).  Se fosse pensar em ‘muito’, eu, que sou de Taquaral, tinha que ficar lá apenas. Sou filho de pai lavrador, mãe costureira…Então não poderia ter saído de lá. Nem o Lula poderia ser presidente…E ele nem estudou. Eu me formei em engenharia civil, com 22 anos e meio, o terceiro nessa idade na Universidade Católica e venci na vida pelo estudo”.

Nas próximas linhas, algumas das respostas do senador durante a entrevista.

Mudança de partido

Luiz, isto tem um certo link (mudar partido para disputar a eleição). Mas o mais importante disso tudo é que estou no Senado e toda semana sento ao lado do senador Ronaldo Caiado. E nós debatemos muito a política do Estado de Goiás…Isso pesou muito. Vou completar seis anos de Senado. E ninguém trouxe tantos recursos para Goiás nos últimos tempos quanto eu.  E conversávamos muito sobre isso. O Caiado então falava: “Wilder, você precisava estar na minha chapa. E se eu for governador, você vai me ajudar muito, como tem feito”. Isso pesou muito na decisão. E sem contar o espaço da base, que tem tantos candidatos…  E tinha uma grande falta de definição. Isso pesou em minha definição para voltar ao meu partido de origem, que é o Democratas. Quando entrei na política, entrei no Democratas.

Como explicar a mudança

Da mesma forma que explicar que o melhor candidato da base era eu também. Inclusive tinha até o voto do governador… Estou na política, Fabiana (Pulcineli), e tenho uma diferença dos outros políticos: não sou político.   Estou político. Sou, na verdade empresário. Por isso as coisas que se combinam comigo têm que ser cumpridas. Então, do mesmo jeito que não se cumpriu nada comigo, afinal eu também tinha uma ‘vaga’ na base…Quando saí do meu partido, o DEM, foi definido isso. Entendo tudo hoje…Na verdade, estou entendendo um pouquinho da política…E o jogo é “jogado”.  Temos uma frase de um político mineiro: se você olha para o céu, as nuvens estão de um jeito. Depois estão de outro…E no outro dia você olha e está de outro jeito ainda. Pois é. Isso acontece na política. Quando entrei na base, entrei pelo Democratas. No meio do caminho ocorreu uma mudança.  O Zé Eliton, inclusive, saiu do Democratas; fui para o PP. Só tenho dois anos de PP.  Sempre fui Democrata.

Sentimento de traição

Não tenho este sentimento. Pelo contrário. Sinto que tive oportunidades. Sinto que foi tudo natural…cada um dentro da política tem que buscar seu espaço. Meu projeto hoje, pois estou aqui no Senado há seis anos, é atender as cidades. Não tem nenhuma cidade de Goiás que não ajudei. Me envolvi intensamente e politicamente… Sou o senador que mais levou recursos para a área de saúde, de infraestrutura…Então tenho hoje um serviço prestado para o estado de Goiás.  O projeto não é mais meu. Hoje, quando sento com as lideranças, eles dizem: “Senador, o senhor vai correr dessa briga?” ou “Caso não tenha espaço, abandona a política?”. Fiz isso então: quero ser pré-candidato ao Senado. E hoje me sinto muito à vontade na chapa do Caiado e dos Democratas.  E meu objetivo é um só: ajudar o povo de Goiás. Não preciso da política. Não vim aqui no Senado para me enriquecer, para tirar vantagens…Então, acho que é uma prerrogativa, com certeza, até do povo goiano, que vai querer ter um pré-candidato desse jeito.  É isso que desejo fazer. E se o povo achar que não devo ser candidato, tudo bem. Fiz a minha parte.  Trabalhei muito seis anos.

Comentário de ouvinte: “Senado é muito. Wilder deve ser deputado federal”

Só enxergo o Senado. Comecei senador…Não sei o que é muito para ele (ouvinte).  Se fosse pensar em ‘muito’, eu, que sou de Taquaral, tinha que ficar lá apenas. Sou filho de pai lavrador, mãe costureira…Então não poderia ter saído de lá. Então também nem o Lula poderia ser presidente…E ele nem estudou. Eu me formei em engenharia civil, com 22 anos e meio, o terceiro nessa idade na Universidade Católica e venci na vida pelo estudo. Eu sempre falo isso: o brasileiro tem algo que me deixa muito triste. Nós temos “síndrome de cachorro vira-lata”.  As pessoas não podem ter sucesso. Elas não podem vencer na vida. Isso tem que parar: temos que acreditar.  Sou um exemplo disso. Pega minha história e passa para ele (ouvinte), que fez a pergunta, pra estudar um pouquinho o que fiz na vida.  Sou um cara que saiu bem abaixo da linha da pobreza e que venceu no Brasil…venceu fora do país, foi para a Índia, Colômbia. Isso é um exemplo de que é possível fazer as coisas acontecerem. E não dizer que o “tamanho” é para deputado ou para senador…Neste raciocínio, eu deveria então era voltar para ser síndico. Pois nunca fui nada na política.

Pesquisas

É a falta de não ser conhecido, de não ter arranjado R$ 100 mil para as prefeituras realizarem carnaval…festas. Primeiro, trabalhei sério. Fiz muito. Essa é minha estratégia: trabalho. Não sou político. Aliás, político é que faz isso: político vai até em batizado de sapo. Eu não participo disso não. Fui efetivo no mandato. Então tenho agora o que mostrar. Digo aqui: qual cidade não ajudei? Só para se ter ideia, quantos milhões levei para a saúde do Estado de Goiás?  Se o Hospital de Aparecida ser aberto agora, dependeu do senador Wilder: R$ 18 milhões para equipar o hospital.  Se vai abrir o Hospital de Águas Lindas, no Entorno, perto de Brasília, tem lá R$ 15 milhões…Se vai abrir o hospital lá em Uruaçu, quem ajudou? Foi o senador Wilder.  Se você for lá em Rio Verde e perguntar quem ajudou o Hospital do Câncer, eles falarão: foi Wilder. E perguntar quem aumentou o teto de custeio de quase cem cidades? Foi o senador Wilder. Se você perguntar quem ajudou o Governo de Goiás a viabilizar as 30 mil moradias com o financiamento da Caixa, foi o senador Wilder. Então, seguinte: isso vai ser muito fácil. Na hora que comentar isso aí nas cidades, a população vai ver qual o senador que mais ajudou o município.  Na hora que fazer isso no Entorno, em Rio Verde, em Anápolis, a população poderá escolher. E saber o que fez o senador Wilder. Na hora que comentar nas cidades, não é possível: se o povo não quiser isso, esse tipo de política, então aí eu vou embora e viro síndico…Digo com a consciência tranquila: fiz a minha parte.  Tenho falado com prefeitos e lideranças políticas. Pergunta para os prefeitos se mesmo ao sair da base eles não gostam do “Wilder”.  Gostam, pois fui a primeira pessoa que realmente deu a mão.  Aqui no meu gabinete temos sempre uma romaria. Recebo todos. E o que é mais importante: recebo os prefeitos sem perguntar de que partidos eles eram ou são. Não deixei na mão nenhuma Prefeitura, por conta do prefeito ser amigo de A ou de B…  Ajudei todas, as pequenininhas e grandes. É a velha história: vou rodar. E agora que é pré-campanha. Outra coisa que é interessante: a corrida de majoritária, tipo a do Senado, é uma corrida São Silvestre.   Não é de 100 metros não.  Tenho ainda que mostrar o que vou fazer daqui pra frente, emendas e direitos pra entregar…Outra questão: quem ajudou a conseguir estas faculdades? É bom deixar claro: desde que entrei estou nesta defesa. Quem foi o relator do orçamento em 2013 e 2014? Foi o senador Wilder. Fui lá e briguei para ter as universidades federais de Jataí e Catalão.  E temos agora as universidades do Norte e do Entorno…que ainda não consegui. Mas quem foi o precursor deste projeto fui eu. Temos pesquisas internas que apareço com 9, 12…Então pesquisa…se você fizer pesquisa com prefeitos, tenho 70%. Outra coisa: pesquisa  com 800 pessoas? Onde tem sido feita? Na Capital, Anápolis…Como eu estava trabalhando, não estive com o povo. Eis a diferença: o estilo político.  Enquanto Ronaldo Caiado tem grande experiência na tribuna, a Lúcia é excelente em comissão, trabalho nos bastidores dos ministérios para ajudar os municípios, envolvendo os prefeitos com as equipes técnicas de nosso gabinete e do Senado. Meu estilo de resultados foi esse. Não fiquei para trás, apresentei quase 200 projetos de lei e relatorias. Por isso penso que não tenho problemas de pesquisa não. Quando fecharmos a chapa e começarmos, de fato, a pré-campanha, nós vamos crescer.