Senador Wilder destaca importância de agentes em tempos de dengue

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Todo ano é a mesma história, basta iniciar o período chuvoso para a dengue começar a assombrar os lares brasileiros. Porém, o medo não é sem fundamento, porque ocorre realmente uma subida alarmante no número de casos registrados e suspeitos em todo o Brasil.
Segundo boletim epidemiológico de monitoramento do Aedes aegypti em 2019, em minas Gerais foram 106% mais casos de uma semana para outra. Na primeira quinzena do ano no Rio de Janeiro foram mais de 500 casos registrados de dengue, zika e chikungunya. Goiás está em situação de emergência e em força-tarefa para eliminar criadouros do mosquito e assim, evitar o adoecimento coletivo.
Essa guerra contra o mosquito Aedes aegipty ainda é possível por ações de profissionais como os agentes de saúde, já que o combate à doença passa pela educação ambiental e fiscalização de condutas simples, mas feitas in loco. O senador Wilder Morais sempre fez questão, em seus anos no Senado, de ressaltar a importância desse profissional para que se tenha um Brasil mais saudável, educado e livre de epidemias.


Ele é o autor, da Medida Provisória 827/2008, que trata de pontos importantes no desempenho da função dos agentes comunitários de saúde, como piso salarial, carga horária e condições de trabalho. Para a maioria da sociedade, apenas mais uma lei, porém, para a categoria um salto importante no reconhecimento e valorização de suas funções. “Quando reafirmo a importância desse ente, não valorizo só mais uma categoria de trabalhadores. Ao contrário, presto a devida homenagem a um cidadão que enfrenta todo tipo de dificuldade em sua lide cotidiana. E a matemática é simples. Em um país em que a saúde é um dos mais expressivos gargalos, eles são o canal que liga a base ao topo da pirâmide. Servem de canal de comunicação e interligação entre os dois pontos, numa situação, convenhamos, nada confortável”, esclareceu Wilder Morais quando apresentou e levou à MP à discussão.
No Brasil, são mais de 330 mil agentes comunitários de saúde, sendo que a profissão é relativamente nova, tendo sido regulamentada já na década de 1990.
Faz parte ainda da atribuição do agente comunitário de saúde, além de ensinar e orientar a população sobre o básico em termos de higiene e sanitarismo, traçar um perfil das necessidades das comunidades visitadas. Através desses levantamentos são desenvolvidas as políticas voltadas para a saúde e as campanhas de vacinação, entre outras ações desenvolvidas pelas secretarias e ministério da Saúde Normalmente, os agentes atuam em comunidades muito carentes, que dependem unicamente do Sistema Único de Saúde para serem atendidas, porém de modo geral, eles cobrem todos os bairros das pequenas e grandes cidades do País.
O senador goiano ressaltou, por ocasião da redação da MP, sua perplexidade diante do fato de grande parte da categoria não sequer ganhar o piso regulamentado, na época em torno de R$ 1.014 – somente em julho do ano passado foi aprovado aumento que seria dado em três parcelas, sendo janeiro de 2019: R$ 1.250; janeiro de 2020: R$ 1.400 e janeiro de 2021: R$ 1.550.

Inicialmente, falou-se em R$1600 reais, porém o máximo conseguido foi R$1.550, um salário, na opinião do senador, ainda muito baixo diante da importância desses profissionais para o País. “Precisamos voltar um olhar mais atento sobre esse profissional. A categoria precisa ter garantia de capacitação para lidar com a questão da saúde. Entendo que o agende de saúde tem que ser devidamente preparado, e em várias frentes, pois, é ele quem tem o primeiro contato com a situação e precisa saber lidar com o novo, para sua própria segurança e saúde”, conclui o senador.