Profissional da Medicina faz palestra na SIC e orienta sobre prevenção e tratamento do câncer de mama

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O Outubro Rosa tem o objetivo de compartilhar informações, promover a conscientização sobre o câncer de mama, proporcionar acesso aos serviços de diagnóstico e de tratamento e contribuir, consequentemente, com a redução da taxa de mortalidade.
Na Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC) os servidores participam de várias ações alusivas ao Outubro Rosa. Na segunda-feira (21) foi realizada uma palestra com o estudante de Medicina Daniel Bispo, integrante da Liga da Mama, do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Daniel fez uma longa apresentação sobre as chances de desenvolver a doença, fatores de risco, como o câncer se manifesta, idade para começar a fazer mamografia, indicações do autoexame e outras informações para cerca de 30 servidores da SIC, da GoiásFomento e do Goiás Empreendedor.
A prevenção contra o câncer de mama é fundamental para evitar novos casos da doença e a morte muitas vezes precoce das pacientes. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama pode ser diagnosticado em mais de 1,97 milhão de mulheres em todo o mundo, causando 622 mil mortes até 2020. Apesar de alarmante, expor esses dados é uma forma de chamar a atenção para a importância do diagnóstico precoce.

No Brasil, a estimativa é de que cerca de 60 mil novos casos devam ser identificados entre 2018 e 2019, de acordo com o Inca. Há estudos que indicam que o câncer de mama é o tipo que mais acomete as mulheres no país.

O aumento desses índices revela ainda que, apesar de existir maior disposição ao desenvolvimento da doença entre mulheres com mais de 50 anos, no Brasil, há uma tendência de aumento da mortalidade por câncer de mama em mulheres de 20 a 49 anos. Entre os sintomas que contribuem para essa incidência, está o abuso de bebidas alcóolicas, vida sedentária, uso de cigarro e também fatores genéticos.

Apesar da causa principal do câncer de mama ser considerada genética, grande parte dos casos está relacionada ao hábito de vida, alimentos, medicamentos, ambiente de trabalho, fatores que alteram a estrutura genética (DNA) das células.
Daniel alertou sobre histórico familiar de casos da doença. Nesses casos é preciso tomar cuidado mais cedo, fazer exames e estar atento a qualquer alteração no seio. Ele disse ainda que por não ter apenas uma causa, para reduzir os riscos, é preciso fazer os exames periodicamente, além de mudar o estilo de vida e comportamental. Adotar uma dieta sem gordura, evitar cafeína, cigarro, álcool, fazer atividade física regularmente e, nos casos das mulheres que têm filhos, amamentar as crianças.