aspasNasci no dia 29 de junho de 1968 em Taquaral de Goiás. Sou divorciado e pai de três filhos — Pedro, Vitor e Isis —, que amo muito. Tive uma infância marcada por muita carência material. Por outro lado, contrapondo a isso, havia uma grande harmonia envolvendo toda a minha família: meus pais, Maria Angélica de Morais e Natalino Alberto de Morais, e meus irmãos: Willis Antônio de Morais e Wilma Aparecida de Morais Tolentino.

Nessa época meus pais ganhavam a vida com muito sacrifício: minha mãe trabalhava como costureira e meu pai como lavrador em fazendas do município.  Esse ambiente de harmonia familiar me foi muito importante na lapidação de meu caráter. Meus pais se separam após 20 anos de casados, e, no novo casamento de meu pai, ganhei mais uma irmão: Wilian Mendanha Morais.

Ainda criança, já tinha comigo que a vida que queria para mim enquanto profissional não estava na lida do campo. Mesmo sem saber exatamente o que era ser engenheiro, já externava a meus pais o meu desejo.  Fato que se realizou depois de muitos sacrifícios. Para isso tive que sair de minha cidade natal e deixar pais e irmãos. Naquela época, Taquaral não tinha escola de segundo grau. Goiânia foi a solução. Segundo grau concluído, veio então o vestibular. Passei e fui, emocionado,  visitar meus pais e dar-lhes a notícia, que os deixou felizes. Cheguei a Taquaral de cabeça raspada, todo orgulhoso. Assim dei início ao curso de Engenharia Civil na Universidade Católica de Goiás, hoje PUC-Goiás. Posso, enfim, afirmar que a educação foi a grande ferramenta de transformação na minha vida.

Surge então um grande problema: eu não tinha dinheiro para custear os estudos e minha família não tinha como me ajudar. Havia, portanto, a alternativa de eu recorrer ao crédito educativo. Mas quem seria meu avalista? Davi Dutra, um homem que me viu nascer e crescer nas ruas da pequena Taquaral ajudando meus pais no sustento da família, sensibilizou-se com meu pedido e resolveu ser meu avalista. Com isso uma grande pedra foi tirada do meu caminho e pude, graças a Deus, prosseguir em minha jornada de estudante universitário.

Já no primeiro mês de curso, consegui emprego numa grande construtora de Goiânia; entrei como estagiário e saí da empresa como diretor-presidente aos 26 anos de idade. Saí para trabalhar por contra própria. Eu e mais dois colegas de curso resolvemos, movidos de muita determinação, criar a Construtora Orca, que nos últimos 15 anos constrói e desenvolve projetos exclusivamente para a iniciativa privada, não executando nenhuma obra fruto de concorrência pública com recurso dos tesouros municipais, estaduais ou federal. Da construtora, surge então o Grupo Orca, que hoje atua em diversas atividades empresariais.

Em 2009, eu e meus dois sócios recebemos a visita do então senador Demóstenes Torres, que foi à empresa para me convidar para ser seu primeiro suplente nas eleições de 2010. Demóstenes argumentou que precisava de alguém com uma história de vida como a minha, marcada pelo bom relacionamento com os empresários e por minha trajetória de isenção e sucesso. Após discutir o convite com os sócios, resolvi fazer algumas visitas a municípios goianos com o senador Demóstenes para entrega de emendas a assim conhecer a rotina política. Acabei contagiado pela receptividade calorosa das pessoas ao então senador e aceitei ser o primeiro suplente.

Tão logo começou a campanha, dei início às visitas aos 246 municípios goianos. Mergulhei de cabeça na campanha. Minha participação foi intensa: distribuí material político, fiz caminhadas, carreatas e até representei o senador em alguns eventos políticos. Fiz uma exigência para ser o primeiro suplente,  que foi aceita: que minha foto fosse estampada ao lado da do senador.

Em 2011, o governador de Goiás, Marconi Perillo, me convidou para comandar a Secretaria de Estado de Infraestrutura  e assim representar  o setor da construção civil no governo. Na respectiva secretaria, fiquei por 17 meses. Saí para ocupar o cargo de senador em substituição a Demóstenes Torres.

Na minha passagem pela Pasta de Infraestrutura, estivemos à frente de obras de grande importância logística para Goiás, como o programa Rodovida, em andamento, que está recuperando os 23 mil quilômetros da malha viária do Estado, a retomada da construção da ponte de Cocalinho, que vai ligar Goiás a Mato Grosso. Ponte esta que gerará muito desenvolvimento socioeconômico à Região do Vale do Araguaia, cujo potencial econômico está ligado à produção agrícola, à criação de gado para abate e também ao setor de turismo ecológico.

Por minha formação acadêmica em engenharia civil e minha passagem pela pasta de infraestrutura, vou dedicar meu trabalho parlamentar como senador, cargo que assumi dia 13 de julho de 2012, ao segmento da infraestrutura por reconhecê-la como espinha dorsal do desenvolvimento socioeconômico. Outra bandeira nossa de trabalho no Senado será o municipalismo, pois os municípios são os principais executores de políticas públicas, e por isso devem receber um tratamento especial da União, fato que não está acontecendo e assim deixando os municípios em situação bem precária.

aaspas