Caixa abre as portas às prefeituras

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Reportagem publicada pelo jornal Diário da Manhã — 1 de fevereiro de 2017

Wandell Seixas/Da Editoria de Cidades

A Caixa Econômica Federal (CEF) abriu o cofre às prefeituras goianas durante reunião, ontem, no auditório do seu edifício sede em Goiânia, aos cerca de cem participantes municipais, entre os prefeitos eleitos e suas equipes de 126 municípios convidados. Todos eles foram concitados a uma parceria com a instituição financeira. A superintendente regional no Sul de Goiás, Marise Fernandes de Araújo, e o superintendente regional no Norte de Goiás, Gilmar Lopes Peixoto, disseram que a instituição tem crédito disponível nos programas de habitação, infraestrutura e saneamento, entre outros, visando o desenvolvimento dos municípios.

Segundo a superintendente, com “essa abertura, além de atender os programas sociais, como da habitação dentro do Minha Casa, Minha Vida, a Caixa financia também os equipamentos e materiais destinados ao fomento da energia solar no meio rural e urbano e a produção de tomate salada em Goianápolis e demais municípios do Estado”. Marise Fernandes de Araújo lembrou que iniciativa nesse sentido no Brasil partiu do senador Wilder Morais e no meio rural de Goiás o estímulo conta com o apoio do governador Marconi Perillo.

O evento reuniu prefeitos, vice-prefeitos, secretários e gestores municipais. Na ocasião, foram abordadas as oportunidades mercadológicas e negociais nos municípios. Bem como o papel da Caixa como agente de políticas públicas do governo federal e sua atuação nos programas sociais e de habitação. Toda a equipe técnica da CEF esteve à disposição para atendimento às dúvidas dos presentes, consoante com a estratégia de recepção da entidade financeira aos prefeitos eleitos e reeleitos.

Municipalismo

O senador Wilder Morais (PP-GO) disse que embora esteja no Congresso Nacional “apenas quatro anos e meio e sentindo as dificuldades dos prefeitos no acesso aos ministérios”, sua equipe de trabalho em Brasília “tem procurado reduzir esse sacrifício ao máximo, procurando solucionar os problemas dos municípios”.

O processo burocrático constitui um dos grandes entraves. Mas, na medida do possível os recursos vão fluindo e contribuindo para o desenvolvimento municipal goiano. E o fomento do Programa Minha Casa, Minha Vida tem sido um deles, para resolver ao máximo a questão do déficit habitacional.

Déficit de moradia

A disposição manifestada pelos superintendentes regionais da Caixa Econômica Federal em dar apoio financeiro nas áreas prementes de infra-estrutura, como água e esgotos, foi bem recebida pela totalidade dos presentes. Com relação à habitação, a iniciativa do governo federal que oferece condições atrativas para o financiamento de moradias nas áreas urbanas para famílias de baixa renda, os prefeitos ou seus representantes ficaram profundamente satisfeitos. Em parceria com estados, municípios, empresas e entidades sem fins lucrativos, o programa vem mudando a vida de milhares de famílias brasileiras. É oportunidade para quem precisa e mais desenvolvimento para o Brasil.

O prefeito de Valparaiso, Pabio Mossoró, confirma ao Diário da Manhã que o déficit de moradia na região do Entorno de Brasília é “marcante”. De Americano do Brasil, a prefeita Maria Sueli Rosa diz que “foram realizadas algumas casas através da Agehab, mas precisa de mais habitações”.

O prefeito de Mozarlândia, Adalberto José Ferreira, aponta déficit de duas mil moradias. Explica ele que o advento do Frigorífico JBS trouxe progresso e 10 mil empregos diretos e indiretos ao município. Mas, resultou que a cidade precisa abrigar mais duas mil famílias. Em Itapirapuã, a prefeita Zélia Camelo de Oliveira, aponta para 300 casas entre a sede do município e o distrito de Jacilândia. “O senador Wilder Morais tem sido um apoio nosso”, comenta.

José Elias Fernandes, prefeito de Aragarças, informou que já fez 500 inscrições ao Programa Minha Casa, Minha Vida, financiado pela Caixa em parceria com a Prefeitura. Segundo disse, 280 terrenos já estão encaminhados. Em Moiporá, o prefeito Wolnei Moreira da Silva acusa déficit de cem por cento. “Há vinte anos se não fez nada em termos de casa”, com financiamento, concluiu.