Os melhores políticos de Goiás em 2016

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Reportagem publicada pelo jornal Diário da Manhã — 17 de dezembro de 2016

Clube dos Repórteres Políticos escolhem Marconi melhor político do ano


WELLITON CARLOS DA SILVA

O Clube dos Repórteres Políticos de Goiás realizou eleição na última sexta-feira, 17, tendo em vista coletar dos jornalistas especializados os destaques de 2016. No pleito, o governador Marconi Perillo (PSDB) foi considerado o político do ano.

Na votação, em caráter itinerante e também fixa na Assembleia Legislativa, os comunicadores com tradição na cobertura política e jornalistas especializados escolheram ainda o senador Wilder Morais (PP) como o Congressista do Ano, José Vitti (deputado estadual do ano) e Cristina Lopes (vereadora do ano).

O Clube dos Repórteres Políticos tem como missão dar destaque aos gestores e legisladores que apresentaram desempenho satisfatório e acima da média, tendo em vista a atuação durante 2016.

José Vitti teve a eleição mais folgada na Assembleia: deputado será presidente do legislativo em 2017

No ano passado, o deputado estadual Hélio de Sousa (PSDB) foi eleito o político do ano. Em 2015, o congressista foi o senador Ronaldo Caiado (DEM). Anselmo Pereira, presidente da Câmara Municipal de Goiânia, recebeu a honraria dos vereadores.

A conquista do prêmio ocorre por meio da observação da atuação dos políticos sob a ótica do campo jornalístico. O clube não impõe regras de análise e de interpretação, mas os jornalistas políticos costumam observar principalmente as ações públicas relevantes, as articulações políticas, as propostas viáveis (obras significantes e projetos de lei que repercutem), a boa relação com a imprensa (se cordiais e se servem de fontes para as background informations) e o desempenho midiático.

O presidente do clube, João Nascimento, executou pessoalmente nas redações dos jornais a votação, garantindo a lisura das seleções dos profissionais da imprensa.

ELEITOS

A eleição do governador Marconi Perillo como político do ano era esperada, pois seu nome passou a figurar dentre os cotados para disputar a presidência da República em 2018. Junta-se a isso sua atuação para tentar estancar a crise em Goiás e superar as dificuldades de 2016.

Novato na lista dos melhores, o senador Wilder Morais não chega a ser surpresa diante do ano que termina. Cotado no site www.votenaweb.com.br/ranking como um dos seis melhores senadores do país, ele acabou conquistado o voto de confiança dos jornalistas goianos por atuações como inserção em projetos de lei importantes e projetos sociais, como o lançamento de livros para estudantes. Wilder é autor de inúmeros projetos prestes a serem convertidos em lei, com exposição na mídia nacional – caso o que institui possibilidades de doações diretas para universidades. O senador goiano foi o relator da primeira medida de impacto do governo de Temer, a Medida Provisória 727, que instituiu o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Cristina Lopes (PSDB) revelou força eleitoral ao conseguir sua reeleição: ela entrou nos principais debates da Câmara Municipal de Goiânia

Não bastasse a atuação política, Wilder apimentou os bastidores políticos ao trazer até Goiânia o presidente Michel Temer, que participou de seu aniversário, gerando vários fatos e desdobramentos políticos no estado.

Já o deputado estadual José Vitti sai da liderança do governo na Assembleia para a presidência da casa. O parlamentar conseguiu ao longo de um ano conquistas políticas importantes ao articular a aprovação das normas de interesse do Governo de Goiás e ao se cacifar para comandar a Assembleia.

A vereadora Cristina Lopes (PSDB) revelou força eleitoral ao conseguir sua reeleição e ao entrar nos principais debates da Câmara Municipal de Goiânia. A parlamentar não era favorita diante de outros nomes da casa, como Elias Vaz (PSB), Djalma Araújo (REDE) ou mesmo Anselmo Araújo (PSDB), mas prevaleceu sua participação qualificada.

Votaram jornalistas de órgãos como “O Popular”, “Diário da Manhã”, “Opção”, “O Hoje”, Agência Brasil Central, dentre outros. No pleito, participaram 42 jornalistas (21 na urna fixa e 21 na itinerante).

A eleição do clube teve três votos em branco para deputado estadual, dois para congressista, um para vereador, sendo o mesmo resultado para “político do ano”. Registrou-se ainda um voto nulo para Político do Ano, um para congressista e um para vereador.

O clube realizará solenidade posteriormente para a entrega do prêmio, em data ainda a ser definida.

Os eleitos de 2016

POLÍTICO DO ANO

Marconi Perillo (PSDB) – 12 votos

Iris Rezende (PMDB) – 9 votos

Ronaldo Caiado (DEM) – 5 votos

Jorge Kajuru (PRP) – 2 votos

Gustavo Sebba (PSDB) – 1 voto

CONGRESSISTA DO ANO

Wilder Morais (PP) – 7 votos

Ronaldo Caiado (DEM) e Jovair Arantes (PTB) – 6 votos

Daniel Vilela (PMDB), Rubens Otoni (PT), Thiago Peixoto (PSD) – 3 votos

Lúcia Vânia (PSB)– 2 votos

Célio Silveira (PSDB) e Marcos Abrão (PPS) – 1 voto

MELHOR DEPUTADO ESTADUAL

José Vitti (PSDB) – 16 votos

Hélio de Souza (PSDB) – 7 votos

Francisco Jr (PSD) e Major Araújo (PRP) – 5 votos

Bruno Peixoto (PMDB) , Adriana Accorsi (PT), Gustavo Sebba (PSDB), Jean (PHS) , Luis César Bueno (PT) – 1 voto

MELHOR VEREADOR

Dra. Cristina Lopes (PSDB) – 10 votos

Elias Vaz (PSB) e Paulo Magalhães (PSD) – 6 votos

Anselmo Pereira (PSDB) – 5 votos

Zander (PEN) – 3

Djalma Araújo (REDE), Welington Peixoto (PMDB), Thiago Albernaz (PSDB), Jorge Kajuru (PRP) – 1 voto

Projeto quer reduzir demissão entre portadores de câncer

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Reportagem publicada pelo jornal Diário da Manhã — 14 de dezembro de 2016

Norma em tramitação no Senado pode reduzir desemprego de paciente que enfrenta câncer;  associações e doentes defendem regras mais humanas para quem luta contra pesadelo do tumor

Os futuros pacientes de câncer podem ter menos infortúnios do que os atuais. Motivo: está em fase final, a caminho de aprovação, projeto de lei que impede a demissão de empregado que descobre a doença em plena atividade laboral. Hoje ele pode ser mandado embora a qualquer tempo, apesar de uma súmula do Tribunal Superior do Trabalho (TST) garantir a recontratação.

O PLS 166/2016 é de autoria do senador Waldemir Moka (PMDB-MS) e visa ajudar a reduzir uma série de injustiças com os pacientes que desenvolvem câncer. Relatado pelo senador Wilder Morais (PP-GO), a proposta tenta equilibrar os direitos e utiliza o princípio da analogia do trabalhador que sofre acidente de trabalho. Com o projeto convertido em lei, o empregado que enfrenta a doença terá um ano de estabilidade. Hoje é preciso entrar com ação na Justiça e lutar pelo direito.

“Em nossa legislação, já existe proteção similar para aqueles funcionários vítimas de acidentes de trabalho. Pois bem: este projeto segue sentido semelhante: resguarda os funcionários diagnosticados com doenças graves”, diz Wilder Morais.

O senador diz que os pacientes precisam de longo período para sua recuperação tanto física quanto psicológica e um ano após o fim do período do auxílio doença seria o mínimo a se oferecer para quem enfrenta tamanho problema.

Flávia Belchior, coordenadora da Associação de Apoio às Vítimas de Câncer no Estado de Goiás (Aavceg), diz que é importante a iniciativa legal, pois ninguém espera desenvolver uma doença como o câncer. “É o mínimo de estabilidade, pois o paciente fica sem chão ao descobrir um tumor”.

Flávia diz que entende os dois lados, o do paciente e do empregado: “A empresa quer resultados. Mas precisamos compreender que o tratamento é muitas vezes agressivo, o que acaba impedindo o trabalho”.

SEGURANÇA

Stefany Matias, representante em Goiás da Associação Brasileira de Linfoma e Leucemia (Abrale), diz para a reportagem que acompanha o cotidiano de vários pacientes e que qualquer garantia é importante para dar segurança durante o tratamento: “A imunidade baixa e as reações ao tratamento amplificam as dificuldades. É injusta a demissão”.

Ela informa que existe a possibilidade prévia de procurar a Previdência Social. “Geralmente, a pessoa procura o RH da empresa e realiza um agendamento. Ela pode receber o auxílio doença, passa por uma perícia, mas existe uma grande burocracia e demora. Se uma lei garantisse também o trabalho por algum tempo seria mais confortante”.

Associação prepara sugestão para norma

Alber Sena, advogado da Abrale

De acordo com Alber Sena, advogado da Abrale, é preciso que os pacientes se informem cada vez mais sobre seus direitos e se articulem para exercer pressão junto aos produtores normativos. Ele afirma que a associação prepara uma sugestão para que seja aprimorada a proposta apresentada por Waldemir Moka. “A Súmula do TST já tem considerado injusto que o portador de doença grave seja demitido. A súmula surgiu para o caso de paciente com HIV, mas se aplica hoje aos que apresentam tumor e doenças graves. Agora o projeto que está em tramitação, de Waldemir Moka, é importante, sim, pois traz segurança jurídica. É preciso aprimorar no sentido de criar mecanismos que facilitem a reinserção desse paciente no mercado de trabalho, pois existe muito preconceito”, informa.

Sena afirma que o problema principal enfrentado pelo paciente diz respeito ao retorno, logo após o fim do auxílio doença. “Justamente no momento em que mais se precisa, o paciente encontra uma barreira, o desemprego. Isso é desumano”.

Ele diz que a fase de remissão (quando o paciente apresenta cura momentânea) é o momento mais delicado, pois as portas geralmente se fecham para quem teve câncer. “É incrível que a sociedade se abra para os deficientes, através das cotas, o que é perfeitamente justo, mas ao mesmo tempo ainda mantenha esta situação de preconceito para quem enfrentou o câncer”, diz. “Por isso esta recolocação do paciente é o que mais nos preocupa no momento”, diz Alber Sena.

O senador Waldemir Moka afirma que sua proposta quer alterar a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para conceder estabilidade provisória aos empregados. “Não é a obrigatoriedade de contratação para sempre. É uma forma de manter em um prazo razoável o trabalhador após o término do auxílio-doença”.

Durante a reunião na Comissão de Assuntos Sociais, ao substituir o senador Garibaldi Filho, Wilder Morais defendeu aprovação com urgência da proposta e lembrou que existe uma pauta dos doentes do país que precisa ser atendida e debatida com maior agilidade.

LUIS MALDONALLE

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CERRADO

Quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
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