A mudança permanente que garante o tempo novo

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Artigo publicado no jornal Diário da Manhã — 26 de fevereiro de 2016

José Eliton
Wilder Morais

A chegada de Marconi Perillo ao governo, em 1999, mudou a política, a economia e a gestão pública em Goiás. Obteve o segundo mandato graças ao primeiro, o terceiro por trabalhar bem no segundo e o atual pelo desempenho no terceiro. Chegou à chefia do Executivo na surpresa e se garantiu nela por mérito. As mudanças que acaba de fazer na equipe sinalizam que o desgaste natural de quem está no poder se combate, mesmo, é com a revolução contínua nas práticas da administração. Daí as seguidas vitórias nas urnas e na resolução de problemas.

Ao nomear o vice-governador José Eliton para a Segurança Pública, Joaquim Mesquita para Gestão e Planejamento e o deputado federal Thiago Peixoto para cuidar do Desenvolvimento, Marconi Perillo manteve algumas das características que o tornaram vencedor: grande formador de equipe, corajoso para inovar, rápido ao tomar decisão. Ainda que grande parte das demandas que pretende atender seja de outras instâncias da federação, o governador encontrou em seu time as peças e a estratégia para virar o jogo contra o crime.

A questão da violência é nacional. Goiás, assim como as demais unidades da federação, padece dos efeitos da crise instaurada no governo federal e da ausência de políticas públicas que deveriam ter sido implementadas pela União ao longo das décadas. O resumo dessas omissões é o que se lê nas manchetes diariamente e no rosto das pessoas assustadas com as tragédias. As fontes de soluções estão em Brasília, contando-se o próprio Distrito Federal, além do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

Em dois mandatos, o ex-presidente Lula fez o que os operadores do Direito chamam de afrouxamento penal, reduzindo as possibilidades de prisão até para envolvidos com drogas, mal maior entre os muitos males deste século e do qual se originam roubos, latrocínios e homicídios. Desde 2015, instado pelas sugestões do governador Marconi, venho pesquisando para apresentar no Senado proposições que cessem os efeitos das invenções impostas por Lula às leis brasileiras. Nenhuma delas vai prever bravatas ou liberar quem atenta contra a liberdade de ir e vir, a vida, o patrimônio e outros direitos.

Marconi está correto também ao chamar o governo central à responsabilidade. A senhora presidente da República não pode resumir seus dias a tentar salvar o próprio mandato. Precisa preservar também a tranquilidade do povo brasileiro. Não se pode andar nas ruas em lugar nenhum do País. O filho sai para estudar e os pais não sabem se vai voltar no ônibus do bairro, na van da escola ou no rabecão do IML. O jovem não pode mais se divertir com os amigos. O trabalhador teme até atravessar a avenida com a marmita na mão. E a presidente preocupada apenas com impeachment. O impedimento já ocorreu: o povo está impedido de viver em paz, pois o governo tem muitas outras prioridades antes de cuidar do bem-estar das famílias.

O resultado da inação do governo federal é o disparate visto nas cracolândias, nas bocas-de-fumo, nas estatísticas de crimes graves. Os Estados padecem com a crise econômica advinda da crise política protagonizada pela presidente e ainda são obrigados a suportar, sozinhos, os gastos com a segurança. Marconi é um líder de alcance nacional, está à frente do conjunto de governadores do Centro-Norte do País, e sua voz ecoa forte também quando critica a ausência do governo federal, sobretudo na segurança. Como produto das duas assertivas, o fracasso de uma e a liderança de outro, Goiás reage novamente contra a onda de delitos.

Nada justifica o luto nos lares nem diminui a dor das vítimas e de seus parentes e amigos. Mas Marconi encarregou dessa tarefa a segunda maior autoridade do Estado, o próprio vice-governador. José Eliton tem formação na área. É capaz, destemido e ágil. Sabe traçar estratégias e valorizar o capital humano. As pessoas de bem terão nele a garantia de um batalhador eficiente. Os policiais terão nele um colega de trabalho. O crime terá nele seu mais visceral inimigo. Nada apaga o sofrimento dos atingidos pelos marginais, porém a partir de agora estes terão menos espaço para agir; se agirem, serão procurados e presos; caberá ao Ministério Público e à Justiça a reprimenda legal.

Thiago Peixoto e Joaquim Mesquita têm biografias intocadas, limpidez exigida para cargos em que a credibilidade é item essencial. À competência se aliam o prestígio pessoal, a vontade de acertar e a grande capacidade de trabalho.

Mais que desejar sorte ao trio em suas novas funções e Marconi como gestor de proporções nacionais, continuarei parceiro do Governo de Goiás nas providências para as respectivas áreas. Espero que o governo federal e o Congresso Nacional, de que faço parte, também ajam com celeridade e eficácia, sem demagogia nem entraves ideológicos. É o mínimo que se pode fazer em memória das vítimas e pelo sossego nos lares, nas ruas, nos locais de trabalho, enfim, onde merecem ser felizes.